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Ano V - Nº 45 - 19 de abril de 2007

NEGOCIAÇÕES INTERNACIONAIS

 Coalizão Empresarial discute entendimentos setoriais na Rodada Doha

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) acredita que a retomada da Rodada Doha é a oportunidade para a inclusão dos acordos setoriais nas negociações internacionais. A posição da entidade foi definida pelo Conselho de Integração Internacional, durante reunião com o ministro Carlos Márcio Cozendey, o novo chefe do Departamento Econômico do Itamaraty, na sede da entidade. Na ocasião, a CNI referendou a agenda da Coalizão Empresarial Brasileira (CEB) que, além da inclusão dos acordos setoriais, quer discutir as questões relativas ao trade-off na agricultura e serviços, a discussão dos produtos remanufaturados, dos bens ambientais e negociações de NAMA (tarifárias do setor industrial).
Os acordos setoriais não estão na agenda nem por parte dos governos nem por parte dos empresários, pois ainda há divergências entre os representantes da CEB, da qual o Sindicel e a ABC são membros efetivos, sobre as vantagens e os perigos desse tipo de negociações. Entretanto, a CNI entende que é a hora de se incluir nas negociações os acordos setoriais, porque os governos têm condições de ajudar os setores que serão afetados pelo acordo geral. Numa determinada negociação, como a de acesso a mercados, um setor da economia de algum país pode sair prejudicado pelo acordo geral e, com a possibilidade dos acordos setoriais, os efeitos negativos podem ser reduzidos. Mas, obviamente, a regra não se aplica a todos os setores. 

EXPORTAÇÕES

 Legislação sobre recursos mantidos no exterior

A Receita Federal publicou, recentemente, a Instrução Normativa nº 726, que dispõe sobre operações de câmbio e manutenção de recursos no exterior, em moeda estrangeira, relativos a exportação de mercadoria e serviços, e institui a Declaração sobre Utilização dos Recursos em Moeda Estrangeira Decorrentes do Recebimento de Exportações (DEREX).
Segundo a medida, os recursos de moeda estrangeira, relativos ao recebimento de exportações poderão ser mantidos no exterior, respeitados o limite fixado pelo CMN (hoje 30%), e poderão ser utilizados para realização de investimentos, aplicação financeira ou pagamento de obrigação, próprios do exportador, vedada a realização de empréstimo de mútuo de qualquer natureza. 
A empresa que mantiver recursos no exterior fica obrigada a manter escrituração contábil, independente do regime de apuração do imposto de renda adotado e a comprovação do ingresso das receitas será verificada a partir do somatório dos embarques efetuados no período de acompanhamento, considerando as liquidações de câmbio antecipadas e as liquidações de câmbio a prazo.
Além disso, é impoprtante saber que a manutenção ou utilização dos recursos no exterior, em desacordo com as normas, acarretará multa de 10% incidente sobre o valor desse recurso e que, sobre as receitas mantidas no exterior, não incidem a contribuição para o PIS/Pasep e a contribuição para o Financiamento da Securidade Social (Cofins).
Toda empresa que mantiver recursos no exterior deverá apresentar à Receita Federal uma "Declaração sobre a Utilização dos Recursos em moeda estrangeira Decorrentes do Recebimento de Exportações (DEREX)" , onde serão informadas a origem e utilização dos recursos, os rendimentos auferidos no exterior, as operações simultâneas de compra e venda de moeda estrangeira e outras informações. 
Maiores informações poderão ser obtidas no endereço eletrônico www.receita.fazenda.gov.br.
 
Quase paralelamente, foi publicada a resolução nº 3.447 do Conselho Monetário Nacional (CMN) que dispõe sobre o registro do capital estrangeiro de que trata a Lei nº 11.371, de 28 de novembro de 2006, e define critérios para a aplicação de penalidades por infrações às normas que regulam os registros de capital estrangeiro em moeda nacional.

LOGÍSTICA

 CSAV anuncia novos serviços

A CSAV - Companhia Sudamericana de Vapores anunciou dois novos serviços para o tráfego Norte Europa/Costa Leste da América do Sul. Segundo a armadora, as grandes novidades são as integrações em seus três slings para o porto de Santos (SP), fornecendo cobertura completa nos portos do sul brasileiro, assim como a inclusão de escalas diretas aos portos de Tilbury, na Inglaterra, e Bremerhaven, na Alemanha. 
A decisão da companhia em apresentar estas novidades estão voltadas para a atual situação do mercado brasileiro, onde será possível contar com uma melhor cobertura de portos, tanto brasileiros quanto na Europa.
O serviço Euroatlan - Sling 01 continua operando com a mesma configuração. São cinco navios de 2.500 TEUs que percorrem os portos de Rotterdam (Holanda), Hamburgo (Alemanha), Antuérpia (Bélgica), Le Havre (França), Santos, Paranaguá, Itajaí, Santos, Rio de Janeiro e Salvador, num transit time de 35 dias.

 

Edição n° 45 - 19/04/07 - pág. 02/02

Para os outros dois slings (Sling 2 e Sling 3), inicia-se uma nova estrutura de escalas e rotações. 
O Euroatlan - Sling 2 entrou em operação em janeiro com escalas semanais contando com seis navios de 5.500 TEU nominais. Sua rotação completa é efetuada em 42 dias, com as seguintes escalas diretas: Rotterdam, Tilbury, Hamburgo, Antuérpia, Le Havre, Itaguaí, Santos, Buenos Aires, Montevidéo, Rio Grande, Santos, Suape e Rotterdam. 
Já o Euroatlan - Sling 3, que também entrou em operação em janeiro, é constituído de escalas semanais com seis navios de 2.800 TEU a 3.900 TEU. A viagem completa é feita em 42 dias com escalas nos portos de Antuérpia, Rotterdam, Bremerhaven, Rio de Janeiro, Santos, Buenos Aires, Rio Grande, São Francisco do Sul, Santos e Antuérpia.

FERRAMENTAS DE APOIO AO COMÉRCIO EXTERIOR

Receita libera dados detalhados

A Receita Federal liberou o acesso aos dados das importações dos setores mais sensíveis às práticas desleais de comércio. Por meio de consulta à sua página na internet, poderão ser identificados dados como o país de origem, preços e outras informações que, após análise, podem levar a indícios de pirataria, subfaturamento, dumping e sonegação. Entretanto, dados como os nomes dos importadores brasileiros e dos fornecedores estrangeiros continuam preservados.
Entre os setores cujas importações já têm informações disponíveis estão os que mais apresentam fraudes aduaneiras, como, por exemplo, brinquedos, têxteis, informática e eletrônicos. Como a divulgação é feita para capítulos inteiros da NCM, os dados relativos às importações dos fios e cabos isolados (NCM 8544), embora não sejam alvo de tantas fraudes quanto outros produtos eletro-eletrônicos, também estão disponíveis. O endereço eletrônico é: www.receita.fazenda.gov.br/aduana/ImportProdSensiveis.htm.

BB disponibiliza nova opção para seguro de crédito de exportação

O Banco do Brasil firmou parceria com a Seguradora de Crédito Brasil (Secreb) para oferecer uma nova opção para contratação de seguro de crédito à exportação. A nova apólice serve como garantia em operações de Adiantamento sobre Cambiais Entregues (ACE). 
O seguro de crédito à exportação contribui para aumentar a competitividade das exportações brasileiras, uma vez que o exportador contratante pode mitigar o risco do não pagamento de seus compradores no exterior. 
De acordo com dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), de janeiro a junho de 2006 a Secreb foi responsável por mais de 42% desse mercado. Em segundo lugar, com cerca de 38%, vem a Seguradora Brasileira de Crédito à Exportação (SBCE), a outra estipulante de apólices do gênero para os clientes do Banco do Brasil.

 

Publicação de periodicidade variável, editada pela Assessoria de Assuntos Internacionais do Sindicel/ABC
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